VIVENDO COM LIBRAS
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
GOOGLE FAZ HOMENAGEM PARA SURDOS
São Paulo – Neste sábado, 24 de novembro, o Google está usando um doodle animado em homenagem ao educador Charles-Michel de l’Épée, que fundou a primeira escola pública para deficientes auditivos na França.
O pensador dedicou sua vida ao desenvolvimento de métodos de ensino para surdos e, por isso, ficou conhecido como “Pai dos Surdos”.
L’Épée
Nascido em Versalhes, em 1712, L’Épée estudou teologia e direito antes de se dedicar à caridade em Paris. Durante esse período, ele conheceu duas jovens surdas que viviam nas favelas da capital francesa e que se comunicavam usando a linguagem de sinais.
Essa amizade o inspirou a mudar inúmeras vidas numa época em que muitos surdos eram discriminados na sociedade.
A Instituição Nationale des Sourds-Muets, em Paris, foi bancada inteiramente às custas do próprio educador.
“Não é para os ricos que eu me dediquei, é apenas para os pobres. Se não fosse por estes, eu nunca teria me doado à educação de surdos e mudos." L'Épée
ASPECTOS LINGUÍSTICOS DA LIBRAS
Apesar da diferença existente na língua de sinais e línguas orais, ambas seguem os mesmos princípios pelo fato de possuírem um conjunto de símbolos convencionais, e uma gramática, ou seja um sistema de regras que rege o uso desses símbolos.
STROKE, definiu 3 parâmetros da formação de um sinal 1960:
Um quarto parâmetro foi acrescentado por BATISON em 1974.
Em 1978 Boker e Padden incluíram traços não manuais, expressão facial, movimentos da boca e direção do olhar.
STROKE, definiu 3 parâmetros da formação de um sinal 1960:
- Configuração das mãos
- Localização
- Movimento
Um quarto parâmetro foi acrescentado por BATISON em 1974.
Em 1978 Boker e Padden incluíram traços não manuais, expressão facial, movimentos da boca e direção do olhar.
*Aspectos Fonológicos
Na formação dos sinais da libras a partir da combinação dos movimentos das mãos com um determinado formato em lugar especifico, podendo este ser uma parte do corpo ou um espaço enfrente ao corpo: a configuração "F", por exemplo, é usada na produção dos sinais de família, feliz e férias.
INICIATIVAS OFICIAIS DE ÂMBITO NACIONAL DE 1957-1993 (aula 06/11/2018)
AEE- Atendimento especial especializado (surdos)
- Em LIBRAS
- De LIBRAS
- Ensino da língua portuguesa (escrita)
- Campanha para a educação do surdo brasileiro- Decreto Federal 42728 de 3 de dezembro 1957. Instalada no INES no Rio de Janeiro, tinha por finalidade promover, por todos meios a seu alcance, as medidas necessárias a educação e assistência no mais amplo sentido em todo território nacional.
- Em 15 de março de 1990 as atribuições relativas a educação especial passaram a ser da secretaria nacional de educação básica, que inclui o departamento de educação supletiva e especial com competências especificas, tendo o instituto nacional de educação de surdos INES vinculados para fins de supervisão.
- Em 25 de fevereiro de 1993 é nomeada uma secretaria de educação especial na pessoa de Rosita Carvalho.
HELLEN KELLER E O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN (aula 06/11/2018)
O filme retratou o processo de aprendizagem de Hellen Keller uma menina surda e cega, com um desejo imenso de se comunicar.
Na época em que esse processo aconteceu, pouco se falava sobre a educação para surdos, o que foi um grande desafio para a professora Anne Sullivan.
O maior desafio da professora foi a própria família da Hellen, que por desconhecerem os meios viáveis para educar a criança e por não aceitarem muito bem as limitações da filha, deixavam por alguns momentos ela fazer o que quisesse, como quisesse e quando quisesse. E em um certo momento cogitaram enviá-la para um hospital psiquiátrico.
E assim com todo esse posicionamento e até mesmo a vergonha que a família tinha da garota, a professora conseguiu de maneira genial, e rápida, mesmo que difícil, alfabetizar e educar Hellen.
Ela não mediu esforços para alcançar o objetivo de ensinar a menina. Com certeza é um grande exemplo a ser seguido por nós professores.
A educação mesmo que difícil, não é impossível.
O filme relatou uma história verídica, Hellen em 1890, pediu para aprender a falar. Estudou no Institute Horace Mann, em Boston e na Escola Wright-Humason Oral School de Nova York. Depois de dois anos, Helen aprendeu a ler, escrever e falar. Antes de se formar escreveu o livro “A História de Minha Vida”, publicada em 1902.
LINK PARA ASSISTIR O FILME:
Na época em que esse processo aconteceu, pouco se falava sobre a educação para surdos, o que foi um grande desafio para a professora Anne Sullivan.
O maior desafio da professora foi a própria família da Hellen, que por desconhecerem os meios viáveis para educar a criança e por não aceitarem muito bem as limitações da filha, deixavam por alguns momentos ela fazer o que quisesse, como quisesse e quando quisesse. E em um certo momento cogitaram enviá-la para um hospital psiquiátrico.
E assim com todo esse posicionamento e até mesmo a vergonha que a família tinha da garota, a professora conseguiu de maneira genial, e rápida, mesmo que difícil, alfabetizar e educar Hellen.
Ela não mediu esforços para alcançar o objetivo de ensinar a menina. Com certeza é um grande exemplo a ser seguido por nós professores.
A educação mesmo que difícil, não é impossível.
O filme relatou uma história verídica, Hellen em 1890, pediu para aprender a falar. Estudou no Institute Horace Mann, em Boston e na Escola Wright-Humason Oral School de Nova York. Depois de dois anos, Helen aprendeu a ler, escrever e falar. Antes de se formar escreveu o livro “A História de Minha Vida”, publicada em 1902.
Em sua árdua luta para fazer parte da sociedade, escreveu diversos artigos para o “Ladies Home Journal”. Usava a máquina de Braille e depois copiava na máquina de datilografia comum. Participou de campanhas pelo voto feminino e pelos direitos trabalhistas. Em 1904, graduou-se em Filosofia no Radcliffe College.
Em 2004 foi nomeada membro e conselheira em relações internacionais da American Fundation for the Blind. Iniciou uma campanha para levantar verbas para a criação do “Fundo Helen Keller”. Viajou através de 35 países desenvolvendo trabalhos em favor das pessoas deficientes.
Em 1952 foi nomeada “Cavaleiro da Legião de Honra da França”, recebeu a “Ordem do Cruzeiro do Sul”, no Brasil, o “Tesouro Sagrado” no Japão, a “Medalha de Ouro do Instituto Nacional de Ciências Sociais”, entre outros. Tornou-se membro honorário de sociedades científicas e de organizações filantrópicas nos cinco continentes. Helen Keller faleceu em Easton, Connecticut, Estados Unidos, no dia 1 de junho de 1968.
"Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar."
Foto: http://autoconhecimento.hi7.co/filme---o-milagre-de-anne-sullivan-57343ff964db6.htmlLINK PARA ASSISTIR O FILME:
https://www.youtube.com/watch?v=_SsPD8-b3XQ
ESTUDANTES SURDOS E BILINGUISMO NO ENSINO REGULAR (aula 16/10/2018)
Assistimos um dia que relatou o cotidiano de uma escola que utiliza do método bilíngue (Português e LIBRAS)
Nessa escola a professora regular em sala de aula tem o domínio da libras e tenta fazer com que a aula seja o mais inclusiva possível.
O corpo docente da escola é formado por professores regulares, professores surdos e professores bilíngues. Os alunos ouvintes também aprendiam libras, o que fazia da inclusão um exemplo.
O professor surdo quando entrevistado relatou que é mais difícil ensinar na inclusão do que somente no grupo com alunos surdos, os professores destaca a importância de se ensinar a libras desde o berço, para facilitar no processo de aprendizagem.
Os alunos surdos disseram que acham que com libras é mais fácil aprender outras matérias.
O vídeo completo sobre o cotidiano dessa escola bilíngue está no link:
https://www.youtube.com/watch?v=S6PrJcPJIes
Nessa escola a professora regular em sala de aula tem o domínio da libras e tenta fazer com que a aula seja o mais inclusiva possível.
O corpo docente da escola é formado por professores regulares, professores surdos e professores bilíngues. Os alunos ouvintes também aprendiam libras, o que fazia da inclusão um exemplo.
O professor surdo quando entrevistado relatou que é mais difícil ensinar na inclusão do que somente no grupo com alunos surdos, os professores destaca a importância de se ensinar a libras desde o berço, para facilitar no processo de aprendizagem.
Os alunos surdos disseram que acham que com libras é mais fácil aprender outras matérias.
O vídeo completo sobre o cotidiano dessa escola bilíngue está no link:
https://www.youtube.com/watch?v=S6PrJcPJIes
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO- AEE (aula 16/10/2018)
INICIATIVAS OFICIAIS E PARTICULARES ISOLADAS NO PERÍODO DE 1954-1956
2- Por iniciativa do Bispo Dom Francisco de campos bento foi fundado em 15/04/1929 na cidade de Campinas o instituto Santa Teresinha.
Em 18 de março de 1933 o instituto foi transferido para a cidade de São Paulo. De natureza particular o instituto mantido por uma congregação de irmãs.
3- Escola municipal de educação infantil e de 1 grau para deficientes auditivos Helen Keller. Instalado em São Paulo em 1951 no bairro de Santana como primeiro núcleo educacional para crianças surdas.
As atividades desenvolvidas por esta escola levaram a criação de mais 4 escolas na rede municipal de São Paulo em 1988.
4- Instituto Educacional de São paulo: Fundado em 18 de outubro de 1954, sociedade civil particular e sem fins lucrativos. Em 1975 formou a sua primeira turma do curso ginasiado. Em 1969 foi doado a PUC São Paulo hoje denominado DERDIC Divisão de educação e reabilitação dos distúrbios da comunicação.
Em 18 de março de 1933 o instituto foi transferido para a cidade de São Paulo. De natureza particular o instituto mantido por uma congregação de irmãs.
3- Escola municipal de educação infantil e de 1 grau para deficientes auditivos Helen Keller. Instalado em São Paulo em 1951 no bairro de Santana como primeiro núcleo educacional para crianças surdas.
As atividades desenvolvidas por esta escola levaram a criação de mais 4 escolas na rede municipal de São Paulo em 1988.
4- Instituto Educacional de São paulo: Fundado em 18 de outubro de 1954, sociedade civil particular e sem fins lucrativos. Em 1975 formou a sua primeira turma do curso ginasiado. Em 1969 foi doado a PUC São Paulo hoje denominado DERDIC Divisão de educação e reabilitação dos distúrbios da comunicação.
As três abordagens do AEE são elas respectivamente:
1- Atendimento educacional especializado em libras: que visa o dialogo em libras é realizado no período oposto ao horário de aula e é utilizado como um complemento de assuntos abordados em sala de aula.
2- Atendimento educacional especializado de libras:Utiliza outros recursos visuais como por exemplo:maquete, vídeos e cartazes. Os alunos ouvintes também fazem parte para aprender a Libras.
3- Atendimento educacional de Língua portuguesa:Ensina se a Língua portuguesa na sua modalidade escrita.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
IMPLANTE COCLEAR (aula 2/10/2018)
A audição com o implante coclear
O implante coclear é um dispositivo médico eletrônico para pessoas com perda auditiva de grau severo a profundo. Ele funciona transformando sons em estímulos elétricos que são enviados diretamente ao nervo auditivo. Isso significa que ele substitui parcialmente as células danificadas da cóclea.
Para saber mais click no link:
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
O COTIDIANO DOS ATENDIMENTOS REALIZADOS NO INES (aula 02/10/2018)
INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DE SURDOS (INES)
A LIBRAS quanto mais cedo é inserida maior será a facilidade da criança em aprender.
É muito importante que haja uma parceria entre a escola e a família, para que todo o aprendizado no ambiente escolar seja levado para casa, e para que toda a família também aprenda e com isso melhore a convivência com a criança.
Na educação infantil é usada várias formas de comunicação para os alunos surdos. A contação de histórias através de sinais e muita expressão ajuda a criança a desenvolver várias habilidades.
A fonoaudióloga colabora com a aprendizagem da língua oral. A psicomotricidade tem como objetivo auxiliar a criança a desenvolver pensamentos, coordenação motora, portanto, a relação entre pensamento e a ação, e envolve, também, as emoções.
A avaliação é feita durante todo o processo. Observa-se a percepção global da criança e sua autonomia.
Para saber mais, veja o vídeo do link:
https://www.youtube.com/watch?v=uSr7PhoZfK0
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
DPAC
Conheça o DPAC – Distúrbio do Processamento Auditivo Central
* Reportagem atualizada em 06/04/2016. Confira abaixo novas informações e um trecho exclusivo sobre o DPAC na escola.
Quando se percebe que uma criança apresenta dificuldades de compreender a fala humana, a primeira suspeita que se costuma levantar é a da presença de uma deficiência auditiva. As perdas auditivas mais comuns são as do tipo condutivas e neurossensoriais. Porém, e se os exames audiométricos não apontarem alterações nos limiares auditivos (os sons mínimos que o indivíduo consegue ouvir)? Nesses casos, deve ser considerada e investigada a existência de outro tipo de distúrbio
relacionado à audição, mas que, ao mesmo tempo, não é classificado como
deficiência auditiva. É o pouco conhecido Distúrbio do Processamento Auditivo
Central (DPAC), também chamado de Disfunção Auditiva Central ou Transtorno do
Processamento Auditivo.
O
DPAC é caracterizado por afetar as vias centrais da audição, ou seja, as áreas
do cérebro relacionadas às habilidades auditivas responsáveis por um conjunto
de processos que vão da detecção à interpretação das informações sonoras. Na
maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, ossículos,
cóclea e nervo auditivo) encontra-se totalmente preservado. A principal
consequência do distúrbio está na dificuldade de processamento das informações
captadas pelas vias auditivas. Assim, a pessoa ouvirá claramente a fala humana,
mas terá dificuldades em interpretar a mensagem recebida.
As causas e o diagnóstico do DPAC
As causas do DPAC podem ser variadas e muitas vezes desconhecidas,
contudo as mais comuns são de origem genética, otites de repetição, lesões
cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, presença de outros distúrbios
neurológicos, atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central
ou por envelhecimento natural do cérebro. Por isso, a maior parte dos
diagnósticos é feita em crianças e idosos.
Comerlatto lista, a seguir, os principais sintomas que podem ser
percebidos na criança com DPAC:
- Dificuldade de memorização em atividades
diárias;
- Dificuldades acadêmicas para ler e escrever;
- Fadiga atencional em aulas ou palestras;
- Troca de letras na fala ou escrita;
- Demora em compreender o que foi dito;
- Dificuldades em compreender informações em
ambientes ruidosos;
- Desatenção e distração;
- Solicita repetição constante da informação;
- Agitação;
- Dificuldade para entender conceitos abstratos
ou duplo sentido;
- Dificuldade para executar tarefas que lhe
foram solicitadas;
FONTE: http://adap.org.br/site/conteudo/225-49-o-que-e-o-dpac-disturbio-do-processamento-a.htmldomingo, 23 de setembro de 2018
TREINO BÁSICO DE ALGUNS SINAIS
Em todas as aulas a Professora Renata separa em torno de 15 à 20 minutos para praticarmos alguns sinais, é um treino básico e simples.
Essa atividade pode ser trabalhada dentro das escolas de ensino básico pelo próprio professor ou interprete, introduzindo não somente LIBRAS como uma segunda língua para os alunos, mas também a inclusão de uma maneira geral.
sábado, 22 de setembro de 2018
CRENÇAS E PRECONCEITOS EM TORNO DA REALIDADE SURDA (aula 12/09/2018)
CRENÇAS E PRECONCEITOS EM TORNO DA REALIDADE SURDA
v
Todos os surdos fazem leitura labial?
v O surdo é um deficiente?
è
Olhado pelo viés cultural, definitivamente NÃO!
SURDEZ: Uma deficiência física que impede de ouvir.
DEFICIÊNCIA: Falha, insuficiência, carência.
DEFICIENTE: Que é falho, incompleto, imperfeito.
SURDEZ: Uma deficiência física que impede de ouvir.
DEFICIÊNCIA: Falha, insuficiência, carência.
DEFICIENTE: Que é falho, incompleto, imperfeito.
*O surdo tem uma deficiência, mas não é um deficiente.
v Porque a surdez é vista negativamente pela sociedade?
è
A surdez é um problema quando a sociedade passa
a ver o surdo como um problema. Quando o surdo tem a oportunidade de interagir
com pares através da língua de sinais, quando tem a oportunidade de estudar em
uma escola que utilize sinais, quando tem seus direitos assegurados, o problema
não existe.
è
A surdez é construída pela sociedade na
perspectiva do déficit, da falta, da anormalidade. O “normal” é ouvir, o que
diverge desse padrão deve ser normalizado. Neste processo normalizador abre-se
espaço para a estigmação e construção de preconceitos sociais.
A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS (aula 04/09/2018)
A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS
- ORALISTA: As escolas comuns ou especiais, pautadas no oralismo visaram à capacitação da pessoa com surdez para a utilização da língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida social, como na escola. (Proposta educacional que não obteve resultado satisfatório).
- COMUNICAÇÃO TOTAL: Essa filosofia considerou a pessoa com
surdez de forma natural, aceitando suas características e prescrevendo o uso de
todo e qualquer recurso possível para a comunicação, procurando potencializar
as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e
afetivas do aluno. (Proposta educacional com resultados questionáveis, esta
concepção não valorizou a língua de sinais, com isso podemos dizer que a
comunicação total é uma outra feição do oralismo).
*Os dois enfoques- oralista e comunicação total- Não favoreceram o pleno desenvolvimento de pessoas com surdez, por focalizar o domínio das modalidades orais, negando a língua natural desses alunos e provocando perdas consideráveis nos aspectos cognitivos, sócio afetivos, linguísticos, políticos, culturais e na aprendizagem. - BILINGUISMO: Essa abordagem educacional visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, quais sejam: a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte. (Esta abordagem corresponde melhor a necessidades do aluno com surdez, em virtude de respeitar a língua natural e construir um ambiente propicio para a sua aprendizagem escolar.
ORIENTAÇÕES PARA COM O ALUNO SURDO (aula 28/08/2018
Orientações para com o aluno surdo
- É preciso que haja ACEITAÇÃO do
professor e de toda a instituição de ensino.
- Ajudar o aluno surdo a pensar, a
raciocinar.
- Não superproteger o aluno,
trata-lo igual a qualquer aluno.
- Não ficar de costas nem de lado
para o aluno quando estiver falando.
- Preparar os colegas para
recebe-lo naturalmente.
- Ao falar, dirigir-se diretamente
ao aluno surdo, usando frases curtas, porém com estruturas completas e com o
apoio da escrita.
- Falar com o aluno mais
pausadamente, porém sem excesso e sem escandir as sílabas.
- Chamar sua atenção por meio de um
gesto convencional ou de um sinal.
- Utilizar todos os recursos que
facilitem sua compreensão.
- Utilizar a língua escrita e se
possível a língua brasileira de sinais LIBRAS.
- Estimular o aluno a interagir e
se necessário utilizar interprete.
Essas orientações são um norte para que haja não somente a
inserção, mas o início de uma inclusão verdadeira.
O ponto mais importante e essencial que podemos frisar
nessas orientações é o número 1, pois se não houver a aceitação de toda a
instituição de ensino e principalmente dos professores, não haverá a INCLUSÃO.
Os professores são a peça fundamental para o ensino/aprendizagem dos alunos
surdos, por isso é preciso que eles estejam sempre se atualizando, procurando
novos métodos e atividades que consiga incluir todos os alunos. O professor é
inspiração para que os alunos ouvintes também possam incluir os surdos, ele é o
responsável por transformar o ambiente escolar que em sua maioria, infelizmente
é excludente, em inclusivo.
domingo, 9 de setembro de 2018
ENTENDENDO MAIS SOBRE SURDEZ COM DRAUZIO VARELLA
Em seu portal no site da Uol, o Dr. Drauzio Varella entrevista a fonoaudióloga Dra. Doris Ruthy Lewis, professora de saúde auditiva na PUC- SP.
Foto retirada do site: https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/surdez/
Segue a introdução da entrevista, para ler na integra é só clicar no link:
https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/surdez/
"Surdez é um distúrbio que pode acometer pessoas de todas as idades. Algumas crianças já nascem com perdas auditivas que variam de grau e intensidade, e o decréscimo da audição parece ser regra nas pessoas que teimam em viver muito tempo.
O ouvido (ou orelha, nome proposto pela nova nomenclatura médica), é uma estrutura complexa, dividida em três partes: externa, média e interna.
O som é captado pelo ouvido externo, que é constituído pelo pavilhão, canal auditivo e tímpano. O pavilhão é uma espécie de concha acústica cartilaginosa, com formato especial para captar as ondas sonoras e conduzi-las ao canal auditivo. As vibrações que essas ondas produzem na membrana do tímpano progridem pela ouvido médio e pelo interno até alcançar as células sensitivas que as transformam em sinais nervosos a serem transmitidos ao cérebro.
É com o cérebro que ouvimos o canto dos pássaros, a voz da pessoa amada, o riso dos filhos, os noturnos de Chopin, a sirene de alarme, o grito de socorro, o toque do telefone e da campaínha.
Infelizmente, essa estrutura preparada para receber as ondas sonoras e transformá-las em impulsos elétricos para serem codificados e decodificados pelo cérebro pode apresentar lesões que interferem no mecanismo da audição."
CAUSAS DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA (aula 28/08/2018)
CAUSAS DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA
PRÉ-NATAL: Herança genética, toxoplasmose, rubéola, entre outras...
PERINATAL: Anorexia, traumatismos, etc...
PÓS-NATAL: Infecções, febres eruptivas, caxumba, meningite, otites, intoxicações, traumatismos por acidentes, perda por ruídos...
DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO:
Existem alguns testes que podem ser feitos a partir do nascimento para relatarem a surdez.
- Emissões otoacústicas
- Impedanciometria
- Bera (audiometria do tronco cerebral)
- Audiometria ( o resultado do teste pode ser observado através de um gráfico)
FOTO RETIRADA DO SITE: https://www.dgabc.com.br/Noticia/512224/doencas-geneticas-e-infeccoes-graves-causam-surdezO QUE DIZ A LEI (aula 21/08/18)
O QUE DIZ A LEI
Através da lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, foi reconhecida a Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS.
No art. 2º Garante que o poder público e empresas concessionárias ao poder público institucionalizem e apoiem o uso da Libras.
Em seguida no art 4º a Lei garante que o ensino Federal, Estadual e Municipal nos cursos de formação de Educação
Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do
ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros
Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.
Anos depois veio o Decreto nº5.626, de 22 de Dezembro de 2005.
Esse decreto regulamentou a Lei nº10.436, de abril de 2002.
No art 2º Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras.
A inclusão é Lei, e deve ser cumprida! Mas antes de Lei, deve ser tratada como uma questão ética, incluir o outro não deveria ser uma lei e sim algo normal. Vivemos em uma sociedade bem diversificada, que cada um tem uma necessidade diferente do outro, porém devido a falta de conhecimento, a leiguice da população, faz com que essa mesma sociedade diversa, estranhe ou tenha medo do diferente, gerando o preconceito.Mesmo com a Lei, infelizmente a exclusão ainda é maior do que a inclusão no nosso País, e devemos sempre exigir do poder público que façam valer essas Leis, e sempre que possível nos posicionar diante da sociedade, para que aos poucos possamos transformar o pensamento de massa, e que a população entenda o que é a inclusão, e acolha os surdos, os cegos, os cadeirantes, e todos que necessitarem de uma atenção maior, de uma maneira respeitosa e amorosa.
PRECISAMOS TER EMPATIA!!!
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VÍDEOS PARA ESTUDAR MAIS: https://www.youtube.com/watch?v=JcKNhf1Fpp0 https://www.youtube.com/watch?v=Cq44vPemtGU&t=107...
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Apesar da diferença existente na língua de sinais e línguas orais, ambas seguem os mesmos princípios pelo fato de possuírem um conjunto de s...


















