segunda-feira, 24 de setembro de 2018
DPAC
Conheça o DPAC – Distúrbio do Processamento Auditivo Central
* Reportagem atualizada em 06/04/2016. Confira abaixo novas informações e um trecho exclusivo sobre o DPAC na escola.
Quando se percebe que uma criança apresenta dificuldades de compreender a fala humana, a primeira suspeita que se costuma levantar é a da presença de uma deficiência auditiva. As perdas auditivas mais comuns são as do tipo condutivas e neurossensoriais. Porém, e se os exames audiométricos não apontarem alterações nos limiares auditivos (os sons mínimos que o indivíduo consegue ouvir)? Nesses casos, deve ser considerada e investigada a existência de outro tipo de distúrbio
relacionado à audição, mas que, ao mesmo tempo, não é classificado como
deficiência auditiva. É o pouco conhecido Distúrbio do Processamento Auditivo
Central (DPAC), também chamado de Disfunção Auditiva Central ou Transtorno do
Processamento Auditivo.
O
DPAC é caracterizado por afetar as vias centrais da audição, ou seja, as áreas
do cérebro relacionadas às habilidades auditivas responsáveis por um conjunto
de processos que vão da detecção à interpretação das informações sonoras. Na
maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, ossículos,
cóclea e nervo auditivo) encontra-se totalmente preservado. A principal
consequência do distúrbio está na dificuldade de processamento das informações
captadas pelas vias auditivas. Assim, a pessoa ouvirá claramente a fala humana,
mas terá dificuldades em interpretar a mensagem recebida.
As causas e o diagnóstico do DPAC
As causas do DPAC podem ser variadas e muitas vezes desconhecidas,
contudo as mais comuns são de origem genética, otites de repetição, lesões
cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, presença de outros distúrbios
neurológicos, atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central
ou por envelhecimento natural do cérebro. Por isso, a maior parte dos
diagnósticos é feita em crianças e idosos.
Comerlatto lista, a seguir, os principais sintomas que podem ser
percebidos na criança com DPAC:
- Dificuldade de memorização em atividades
diárias;
- Dificuldades acadêmicas para ler e escrever;
- Fadiga atencional em aulas ou palestras;
- Troca de letras na fala ou escrita;
- Demora em compreender o que foi dito;
- Dificuldades em compreender informações em
ambientes ruidosos;
- Desatenção e distração;
- Solicita repetição constante da informação;
- Agitação;
- Dificuldade para entender conceitos abstratos
ou duplo sentido;
- Dificuldade para executar tarefas que lhe
foram solicitadas;
FONTE: http://adap.org.br/site/conteudo/225-49-o-que-e-o-dpac-disturbio-do-processamento-a.htmldomingo, 23 de setembro de 2018
TREINO BÁSICO DE ALGUNS SINAIS
Em todas as aulas a Professora Renata separa em torno de 15 à 20 minutos para praticarmos alguns sinais, é um treino básico e simples.
Essa atividade pode ser trabalhada dentro das escolas de ensino básico pelo próprio professor ou interprete, introduzindo não somente LIBRAS como uma segunda língua para os alunos, mas também a inclusão de uma maneira geral.
sábado, 22 de setembro de 2018
CRENÇAS E PRECONCEITOS EM TORNO DA REALIDADE SURDA (aula 12/09/2018)
CRENÇAS E PRECONCEITOS EM TORNO DA REALIDADE SURDA
v
Todos os surdos fazem leitura labial?
v O surdo é um deficiente?
è
Olhado pelo viés cultural, definitivamente NÃO!
SURDEZ: Uma deficiência física que impede de ouvir.
DEFICIÊNCIA: Falha, insuficiência, carência.
DEFICIENTE: Que é falho, incompleto, imperfeito.
SURDEZ: Uma deficiência física que impede de ouvir.
DEFICIÊNCIA: Falha, insuficiência, carência.
DEFICIENTE: Que é falho, incompleto, imperfeito.
*O surdo tem uma deficiência, mas não é um deficiente.
v Porque a surdez é vista negativamente pela sociedade?
è
A surdez é um problema quando a sociedade passa
a ver o surdo como um problema. Quando o surdo tem a oportunidade de interagir
com pares através da língua de sinais, quando tem a oportunidade de estudar em
uma escola que utilize sinais, quando tem seus direitos assegurados, o problema
não existe.
è
A surdez é construída pela sociedade na
perspectiva do déficit, da falta, da anormalidade. O “normal” é ouvir, o que
diverge desse padrão deve ser normalizado. Neste processo normalizador abre-se
espaço para a estigmação e construção de preconceitos sociais.
A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS (aula 04/09/2018)
A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS
- ORALISTA: As escolas comuns ou especiais, pautadas no oralismo visaram à capacitação da pessoa com surdez para a utilização da língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida social, como na escola. (Proposta educacional que não obteve resultado satisfatório).
- COMUNICAÇÃO TOTAL: Essa filosofia considerou a pessoa com
surdez de forma natural, aceitando suas características e prescrevendo o uso de
todo e qualquer recurso possível para a comunicação, procurando potencializar
as interações sociais, considerando as áreas cognitivas, linguísticas e
afetivas do aluno. (Proposta educacional com resultados questionáveis, esta
concepção não valorizou a língua de sinais, com isso podemos dizer que a
comunicação total é uma outra feição do oralismo).
*Os dois enfoques- oralista e comunicação total- Não favoreceram o pleno desenvolvimento de pessoas com surdez, por focalizar o domínio das modalidades orais, negando a língua natural desses alunos e provocando perdas consideráveis nos aspectos cognitivos, sócio afetivos, linguísticos, políticos, culturais e na aprendizagem. - BILINGUISMO: Essa abordagem educacional visa capacitar a pessoa com surdez para a utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social, quais sejam: a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte. (Esta abordagem corresponde melhor a necessidades do aluno com surdez, em virtude de respeitar a língua natural e construir um ambiente propicio para a sua aprendizagem escolar.
ORIENTAÇÕES PARA COM O ALUNO SURDO (aula 28/08/2018
Orientações para com o aluno surdo
- É preciso que haja ACEITAÇÃO do
professor e de toda a instituição de ensino.
- Ajudar o aluno surdo a pensar, a
raciocinar.
- Não superproteger o aluno,
trata-lo igual a qualquer aluno.
- Não ficar de costas nem de lado
para o aluno quando estiver falando.
- Preparar os colegas para
recebe-lo naturalmente.
- Ao falar, dirigir-se diretamente
ao aluno surdo, usando frases curtas, porém com estruturas completas e com o
apoio da escrita.
- Falar com o aluno mais
pausadamente, porém sem excesso e sem escandir as sílabas.
- Chamar sua atenção por meio de um
gesto convencional ou de um sinal.
- Utilizar todos os recursos que
facilitem sua compreensão.
- Utilizar a língua escrita e se
possível a língua brasileira de sinais LIBRAS.
- Estimular o aluno a interagir e
se necessário utilizar interprete.
Essas orientações são um norte para que haja não somente a
inserção, mas o início de uma inclusão verdadeira.
O ponto mais importante e essencial que podemos frisar
nessas orientações é o número 1, pois se não houver a aceitação de toda a
instituição de ensino e principalmente dos professores, não haverá a INCLUSÃO.
Os professores são a peça fundamental para o ensino/aprendizagem dos alunos
surdos, por isso é preciso que eles estejam sempre se atualizando, procurando
novos métodos e atividades que consiga incluir todos os alunos. O professor é
inspiração para que os alunos ouvintes também possam incluir os surdos, ele é o
responsável por transformar o ambiente escolar que em sua maioria, infelizmente
é excludente, em inclusivo.
domingo, 9 de setembro de 2018
ENTENDENDO MAIS SOBRE SURDEZ COM DRAUZIO VARELLA
Em seu portal no site da Uol, o Dr. Drauzio Varella entrevista a fonoaudióloga Dra. Doris Ruthy Lewis, professora de saúde auditiva na PUC- SP.
Foto retirada do site: https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/surdez/
Segue a introdução da entrevista, para ler na integra é só clicar no link:
https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/surdez/
"Surdez é um distúrbio que pode acometer pessoas de todas as idades. Algumas crianças já nascem com perdas auditivas que variam de grau e intensidade, e o decréscimo da audição parece ser regra nas pessoas que teimam em viver muito tempo.
O ouvido (ou orelha, nome proposto pela nova nomenclatura médica), é uma estrutura complexa, dividida em três partes: externa, média e interna.
O som é captado pelo ouvido externo, que é constituído pelo pavilhão, canal auditivo e tímpano. O pavilhão é uma espécie de concha acústica cartilaginosa, com formato especial para captar as ondas sonoras e conduzi-las ao canal auditivo. As vibrações que essas ondas produzem na membrana do tímpano progridem pela ouvido médio e pelo interno até alcançar as células sensitivas que as transformam em sinais nervosos a serem transmitidos ao cérebro.
É com o cérebro que ouvimos o canto dos pássaros, a voz da pessoa amada, o riso dos filhos, os noturnos de Chopin, a sirene de alarme, o grito de socorro, o toque do telefone e da campaínha.
Infelizmente, essa estrutura preparada para receber as ondas sonoras e transformá-las em impulsos elétricos para serem codificados e decodificados pelo cérebro pode apresentar lesões que interferem no mecanismo da audição."
CAUSAS DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA (aula 28/08/2018)
CAUSAS DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA
PRÉ-NATAL: Herança genética, toxoplasmose, rubéola, entre outras...
PERINATAL: Anorexia, traumatismos, etc...
PÓS-NATAL: Infecções, febres eruptivas, caxumba, meningite, otites, intoxicações, traumatismos por acidentes, perda por ruídos...
DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO:
Existem alguns testes que podem ser feitos a partir do nascimento para relatarem a surdez.
- Emissões otoacústicas
- Impedanciometria
- Bera (audiometria do tronco cerebral)
- Audiometria ( o resultado do teste pode ser observado através de um gráfico)
FOTO RETIRADA DO SITE: https://www.dgabc.com.br/Noticia/512224/doencas-geneticas-e-infeccoes-graves-causam-surdezO QUE DIZ A LEI (aula 21/08/18)
O QUE DIZ A LEI
Através da lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, foi reconhecida a Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS.
No art. 2º Garante que o poder público e empresas concessionárias ao poder público institucionalizem e apoiem o uso da Libras.
Em seguida no art 4º a Lei garante que o ensino Federal, Estadual e Municipal nos cursos de formação de Educação
Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do
ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros
Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.
Anos depois veio o Decreto nº5.626, de 22 de Dezembro de 2005.
Esse decreto regulamentou a Lei nº10.436, de abril de 2002.
No art 2º Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras.
A inclusão é Lei, e deve ser cumprida! Mas antes de Lei, deve ser tratada como uma questão ética, incluir o outro não deveria ser uma lei e sim algo normal. Vivemos em uma sociedade bem diversificada, que cada um tem uma necessidade diferente do outro, porém devido a falta de conhecimento, a leiguice da população, faz com que essa mesma sociedade diversa, estranhe ou tenha medo do diferente, gerando o preconceito.Mesmo com a Lei, infelizmente a exclusão ainda é maior do que a inclusão no nosso País, e devemos sempre exigir do poder público que façam valer essas Leis, e sempre que possível nos posicionar diante da sociedade, para que aos poucos possamos transformar o pensamento de massa, e que a população entenda o que é a inclusão, e acolha os surdos, os cegos, os cadeirantes, e todos que necessitarem de uma atenção maior, de uma maneira respeitosa e amorosa.
PRECISAMOS TER EMPATIA!!!
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
COMEÇANDO...
Esse blog é de uma quase professora para você que está lendo!
Faço pedagogia na Universidade Brasil e estou começando a entender um pouco mais sobre LIBRAS, com o auxílio da Professora Renata Cenedesi.
Inclusão é uma paixão que tenho há anos. Poder ver o outro não como vítima e sim como gente, gente como a gente, é incrível! A sociedade brasileira é muito preconceituosa, e quando você consegue deixar esse preconceito de lado e ver o outro como igual, mesmo que diferente... ah! É transformador!!! Transformador para todos!
O objetivo das postagens que se seguirão, são uma maneira bem básica e simples de mostrar alguns detalhes sobre como lidar com a surdez, intender um pouco desse universo.
Espero que gostem, que de alguma forma possa ser útil e que plante no seu coração a sementinha da inclusão, para que no lugar de preconceito eles recebam da sociedade, só amor.
"POR FAVOR, ESPALHE AMOR. PORQUE DE DOR E SOFRIMENTO,
O MUNDO ESTÁ CHEIO"
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VÍDEOS PARA ESTUDAR MAIS: https://www.youtube.com/watch?v=JcKNhf1Fpp0 https://www.youtube.com/watch?v=Cq44vPemtGU&t=107...
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Apesar da diferença existente na língua de sinais e línguas orais, ambas seguem os mesmos princípios pelo fato de possuírem um conjunto de s...










